A Justiça determinou a suspensão da cobrança de tarifa na praça de pedágio de Encantado, no Vale do Taquari, enquanto a ponte sobre o rio Guaporé permanece interditada. A decisão foi proferida em uma ação civil pública movida pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Muçum contra a Empresa Gaúcha de Rodovias.
A juíza Nara Cristina Neumann Cano, responsável pelo caso, também exigiu que a concessionária apresente um plano de recuperação da estrutura em até quinze dias. Este plano deve incluir cronograma detalhado das obras e a criação de uma via alternativa de tráfego entre os dois municípios. A ação surgiu após a interdição total da ponte, ocorrida em vinte e quatro de julho, devido a danos estruturais em um dos pilares.
A entidade representativa do comércio alegou que a cobrança do pedágio, mesmo com a interrupção da ligação principal, gera prejuízos econômicos e sociais na região. A magistrada considerou que a interdição configura falha grave no serviço público e que manter a tarifa impõe um custo incompatível aos usuários, que precisam usar rotas alternativas mais longas.
Os trabalhos de recuperação do pilar danificado foram iniciados pouco depois de um contrato ser assinado no dia onze de agosto. A previsão é de restabelecimento do trânsito de pedestres e veículos leves em trinta dias. Atualmente, um barco a motor, fornecido pelo governo gaúcho, realiza a travessia de pedestres nos turnos da manhã e tarde, seguindo um roteiro específico.

