A Coca-Cola, maior empresa global de bebidas não alcoólicas, negocia a US$ 86,98 e enfrenta um debate sobre sua avaliação. A ação subiu com fundamentos fortes e benefícios cambiais, mas o preço atual exige mais de uma marca de crescimento lento.
A empresa, cujo portfólio inclui Coca-Cola Tradicional, Zero Sugar e Powerade, tem demonstrado execução consistente sob a gestão do CEO Henrique Braun. No segundo trimestre de dois mil vinte e seis, a companhia registrou lucro por ação de US$ 0,97, superando a expectativa de US$ 0,93, e faturamento de US$ 13,38 bilhões, um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior.
A administração elevou as projeções para dois mil vinte e seis, visando cerca de 5% de crescimento orgânico da receita e 9% a 10% de crescimento do lucro por ação em comparação. Além disso, o dividendo foi aumentado para US$ 2,12 anuais, estendendo uma sequência de 63 anos de reajustes.
O argumento contrário aponta que a Coca-Cola negocia com múltiplos elevados, como um P/L de 26x ajustado e um múltiplo de fluxo de caixa livre de cerca de 71x, dado o crescimento orgânico projetado em dígitos baixos. O crescimento médio de volume nos últimos dois anos foi de apenas 2%, abaixo da meta de quatro a seis por cento.
Analistas cobrem a ação e a maioria recomenda compra, mas o mercado observa se o crescimento orgânico se manterá após o fim de fatores transitórios, como o impacto da Copa do Mundo.


