A gestora de investimentos Quartavia lançou o fundo imobiliário QVRA11. O fundo, registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e negociado na CETIP, opera com uma arquitetura multi-estratégia. Ele atua simultaneamente em três áreas: locação de terrenos para usinas solares, imóveis de curta estadia e aquisição de propriedades em leilão.
A proposta do QVRA11 se diferencia do modelo comum entre fundos imobiliários brasileiros, que costumam focar em um único tipo de ativo, como galpões logísticos ou lajes corporativas. Ao integrar três categorias distintas, o fundo busca balancear a previsibilidade de receita com chances de valorização do capital.
Na primeira frente, o fundo aluga terrenos com usinas solares a operadores por contratos de longo prazo, com prazo estimado de 30 anos. Os pagamentos de aluguel dependem da operação das usinas, o que garante um fluxo de caixa previsível. Os rendimentos distribuídos a pessoas físicas são isentos de Imposto de Renda, desde que haja distribuição mínima de 95% do lucro trimestral para fundos com mais de cem cotistas negociados em bolsa.
A segunda frente foca na compra de unidades imobiliárias de alto padrão durante a construção. Essa estratégia visa aproveitar a diferença entre o custo de aquisição na obra e o valor de mercado ao final do ciclo. A terceira frente complementa o portfólio com imóveis arrematados em leilões com desconto significativo. Essa aquisição com deságio protege a rentabilidade do fundo mesmo em cenários de venda abaixo do esperado.
Adrian Carvalho, CEO da Quartavia, afirmou que a estrutura do QVRA11 foi criada para conectar o capital diretamente aos ativos que geram riqueza real, eliminando custos operacionais que reduzem o retorno do investidor em produtos tradicionais.

