A vitória do Atlético-MG sobre a seleção brasileira em 3 de setembro de 1969, em Belo Horizonte, gerou controvérsia. O técnico João Saldanha enfrentava pressão do regime militar e da cúpula da CBD. A derrota, que resultou em 2 a 1 para o time mineiro, ocorreu antes da Copa do Mundo de 1970 no México.
O técnico João Saldanha era visto como um comunista convicto e enfrentava irritações da cúpula da CBD e do regime militar. A polêmica mais conhecida envolveu a convocação do jogador Dario, conhecido como Dadá Maravilha, do Atlético-MG. Após a partida, especulava-se sobre substitutos de Tostão, que sofreu um descolamento de retina em setembro de 1969.
Circulou a informação de que o presidente da República, general Emílio Garrastazu Médici, desejava ver Dadá na seleção. Saldanha tentava denunciar supostas interferências, inclusive criticando a imprensa e fazendo declarações sobre Pelé. O treinador também teve um incidente em março de 1970, quando saiu armado atrás do técnico Yustrich, do Flamengo.
Este ato foi considerado o ponto final. Em 17 de março de 1970, 78 dias antes da estreia do Brasil na Copa, João Havelange demitiu João Saldanha. Zagallo assumiu a seleção e convocou Dario para o torneio, embora o jogador não tenha entrado em campo.

