Michelle Bolsonaro lançou sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal no último domingo, 16, ao lado da deputada federal Bia Kicis e da governadora Celina Leão. Quase no mesmo horário, o senador Flávio Bolsonaro realizou o primeiro evento de sua campanha presidencial no Rio de Janeiro.
A ex-primeira-dama tem justificado sua menor participação em compromissos eleitorais. Ela afirma que decisões do ministro Alexandre de Moraes limitaram sua rede de apoio, o que a forçaria a permanecer mais tempo em casa. Michelle planeja fazer campanha por vídeos nas redes, criticando o Supremo Tribunal Federal (STF) pela restrição de sua atuação.
A campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto cogitou ter Michelle no vice. A ideia surgiu após a desistência de negociações com a federação PP-União Brasil e com o Republicanos, que optaram pela neutralidade. As candidatas Tereza Cristina e Daniella Marques ficaram indisponíveis para a chapa.
O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, disse a interlocutores que consideraram a ex-primeira-dama. Contudo, a composição seria vista como “Bolsonaro demais em uma chapa”. Outros nomes femininos do PL, como a deputada federal Júlia Zanatta, foram julgados “muito à direita” para a disputa.


