Uma expedição científica que buscava os destroços do HMS Endurance, navio que naufragou em 1915, encontrou mais de mil ninhos de peixes no Mar de Weddell, na Antártida. As imagens, capturadas em 2019, revelaram estruturas organizadas em padrões como círculos e meias-luas.
A descoberta ocorreu durante uma missão que visava localizar o navio do explorador britânico Ernest Shackleton. A oportunidade de explorar a área surgiu após o iceberg A68 se desprender da plataforma de gelo Larsen C, em 2017, expondo partes do oceano.
Pesquisadores utilizaram um veículo submarino remoto, chamado Lassie, a bordo do navio sul-africano SA Agulhas II. A análise das gravações indicou que as depressões no sedimento eram ninhos da espécie Lindbergichthys nudifrons, adaptada às águas geladas. Algumas estruturas continham ovos, larvas e peixes.
Russ Connelly, autor principal da pesquisa, afirmou que os mais de mil ninhos demonstram que a exploração do planeta continua. Os cientistas observaram que cerca de 42% dos ninhos estavam agrupados, enquanto outros apareciam isolados ou alinhados, o que sugere uma função protetora coletiva.
A espécie possui machos que permanecem cerca de quatro meses cuidando dos ninhos, protegendo-os de ameaças como ofiúros. O comportamento pode seguir a teoria do rebanho egoísta, e os ninhos isolados foram mais ocupados por peixes maiores.


