Pelo menos vinte elefantes morreram na região de Amboseli, no Quênia, após apresentarem sintomas de paralisia parcial. O Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS) investiga a suspeita de envenenamento por cianeto, mas veterinários apontam para uma doença desconhecida.
Os animais, em sua maioria fêmeas ou filhotes, apresentaram dificuldade de locomoção e respiratória desde o final de junho. Patrick Papatiti, chefe de operações das Terras Comunitárias de Olgulului, informou que os animais lutam por dias antes de falecerem. A reserva Kitenden B, onde ocorreu uma das mortes, faz parte das Terras Comunitárias de Olgulului.
No final de julho, o KWS detectou altas concentrações de cianeto nas carcaças, sugerindo possível envenenamento por pesticidas após consumo de frutas de fazendas vizinhas. No entanto, vários especialistas rejeitam essa hipótese. Joel Nyika, chefe do ecossistema de Amboseli, afirmou que a ausência de necrófagos mortos enfraquece a teoria de produto químico.
Papatiti declarou que o cianeto não é utilizado na área e que a prioridade deve ser descobrir o agente causador, e não procurar culpados. Paula Kahumbu, presidente da fundação Wildlife Direct, também destacou a falta de evidências que sustentam a teoria do pesticida. O KWS, por sua vez, descartou a possibilidade de contaminação por planta forrageira, inclinando-se a uma doença específica de elefantes.
As autoridades de conservação pediram que turistas continuem visitando a região normalmente, enquanto Papatiti teme que o número de mortes seja subestimado e que a doença possa afetar gado e humanos nas comunidades locais.

