A criação de abelhas sem ferrão, atividade tradicionalmente rural, expande-se para áreas urbanas em São Paulo. Moradores adotam a meliponicultura como hobby ou fonte de renda extra, gerando novos empreendimentos na região.
Anderson Magalhães, apicultor de Ribeirão Preto, mantém mais de seiscentos colmeias em parceria com agricultores locais. Ele chegou a criar cento e vinte colônias de trinta e seis espécies diferentes na área urbana da oitava cidade mais populosa do estado. Magalhães explica que o interesse urbano se deve ao fato de a atividade ser vista como um tipo de pet, com menos exigência que cães ou gatos.
Em São Carlos, a bióloga Juliana Massimino Feres iniciou sua produção após um evento familiar em dois mil e quatorze. Ela passou a manter cinquenta caixas de abelhas em área urbana. A atividade, que combina com a restauração de ecossistemas, hoje responde por trinta por cento da renda de sua marca de mel, a Eborá.
Gustavo Siniscalchi, meliponicultor de Jaboticabal, opera quatro apiários urbanos e um rural, enfrentando o desafio dos inseticidas aplicados pela prefeitura para controle de doenças. O interesse crescente motivou a Embrapa Meio Ambiente a lançar um curso online sobre o tema, que já registrou quinze mil inscrições.

