Os balanços do segundo trimestre de 2026 revelaram uma recuperação desigual no mercado brasileiro. Analistas apontam que a economia impõe obstáculos ao crescimento dos lucros, mantendo o foco em juros elevados e fragilidade do consumo.
A XP Investimentos classificou o período como “mais uma temporada fraca” para as empresas nacionais. A proporção de companhias que superaram as estimativas de lucro líquido caiu para 41%, atingindo o menor nível da série histórica da casa desde o primeiro trimestre de 2023. Em Ebitda, apenas 26% das empresas entregaram resultados acima das projeções.
De acordo com a corretora, o crescimento anual de receita, Ebitda e lucro líquido foi de 11,7%, 22,5% e 22,2%, respectivamente. Contudo, esse avanço se concentrou em commodities, já que, excluindo o setor, os crescimentos caíram para 9,6%, 5,2% e 5,8%.
Outras instituições tiveram visões distintas. O Itaú BBA considerou a temporada levemente positiva, com o lucro líquido superando estimativas em 8,2%. Já o BTG Pactual observou que a melhora operacional não se traduziu totalmente em lucro, apesar de receitas 3,2% acima do esperado, fora Petrobras e Vale.
O Bank of America destacou preocupações com o aumento da inadimplência e a deterioração das condições financeiras das famílias. O setor de petróleo e gás foi o principal destaque positivo, com receitas crescentes 26,5% em um ano, segundo o BTG Pactual.


