Aliados de Luiz Inácio Lula da Silva começaram a usar o chapéu panamá, acessório que o presidente tem incorporado em sua imagem de campanha. Lula utiliza o adereço por recomendação médica após tratamento de câncer de pele. Candidatos e apoiadores adotam o chapéu para demonstrar alinhamento político ao mandatário.
O presidente adotou o chapéu após tratamento de câncer de pele ocorrido em abril. Ele fez quinze sessões de radioterapia e usa o adereço para proteger a área tratada do sol. Lula utiliza o chapéu em eventos externos e em peças de campanha. O ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, candidato ao Senado pelo PSD do Mato Grosso, vestiu um modelo similar no lançamento de sua candidatura.
Outros apoiadores também aderiram ao item. Paulo Pimenta, que concorre ao Senado pelo Rio Grande do Sul, usou o chapéu em almoço com ex-prefeitos de Porto Alegre. Marcio Macêdo, candidato a deputado federal por Sergipe, publicou fotos em redes sociais com a frase “Com Lula na cabeça e no coração”. Ministros Márcio Elias Rosa e Marcelo Weick também apareceram com o chapéu em evento de campanha em São Bernardo do Campo.
O grupo de juristas Prerrogativas, que apoia Lula, produziu chapéus personalizados com a inscrição “Juristas com Lula” para distribuir a apoiadores. Lula declarou que o uso do chapéu se deve, em parte, à recomendação médica, mas que tiraria o acessório para interagir com o público. Ele também posou com o chapéu para a foto de urna eletrônica pela primeira vez em sua carreira.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já decidiu sobre o uso de adereços em fotos de urna. Em dois mil e vinte e dois, o TSE autorizou o uso de boné por um candidato, entendendo que o item não dificultava o reconhecimento facial. Na ocasião, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo havia barrado o uso, classificando-o como elemento cênico.


