Cibercriminosos visam pequenas e médias empresas (PMEs) como porta de entrada para organizações maiores, aproveitando a alta exposição dessas companhias. Um levantamento apontou que quarenta e seis por cento das pequenas empresas e sessenta e cinco por cento das médias relataram um ataque nos últimos doze meses.
As PMEs representam noventa e nove por cento do empresariado do Reino Unido, empregando três quintos da força de trabalho do setor privado. Contudo, elas operam com menor orçamento de segurança e menos pessoal especializado em cibersegurança em comparação com grandes corporações. Esse desequilíbrio é o que os criminosos exploram.
Um quinto das empresas atingidas por incidentes cibernéticos relatou perda de receita e danos à reputação, além de sofrer interrupção prolongada dos negócios. A falha de um fornecedor pode desencadear um comprometimento maior na cadeia de suprimentos, impactando setores como bancos e varejo.
A ameaça se industrializou com ferramentas como ransomware-as-a-service e inteligência artificial. Ataques de phishing, por exemplo, tornaram-se mais convincentes, explorando funcionários ocupados. Estima-se que empresas britânicas sofreram cerca de 5,13 milhões de crimes de phishing no último ano.
Diante disso, a defesa das PMEs precisa ir além da prevenção. Sistemas autônomos que avaliam riscos e restringem acessos nos minutos iniciais de um incidente são necessários para combater a escala das ameaças atuais.


