O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a redução substancial do envolvimento americano nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A medida, tomada em meio a crescentes tensões na região, preocupa especialistas que alertam para um agravamento da segurança no Nordeste Asiático.
Os exercícios, nomeados Ulchi Freedom Shield, tiveram início no dia 17 de agosto e duram onze dias. Trump justificou o corte por considerá-los caros e alegou que a participação americana enviaria um sinal inadequado à Coreia do Norte, afirmando que o regime de Kim Jong-un tem sido “não ameaçador e respeitoso”.
O raciocínio presidencial ignora, segundo observadores, os recentes testes de mísseis da Coreia do Norte. Um professor de Estudos Internacionais da Universidade Feminina Ewha, Leif-Eric Easley, disse que a redução dos exercícios sob o argumento de gastos não faz sentido, pois os benefícios diplomáticos são duvidosos.
A decisão de Trump, que foi reafirmada na Casa Branca, ocorreu sem consulta prévia ao governo sul-coreano. O gabinete do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, declarou, contudo, que manterá a cooperação com Washington para uma defesa conjunta sólida.
A redução do compromisso é vista por analistas como um sinal de abandono gradual dos aliados americanos na Ásia. David Silbey, professor da Universidade Cornell, apontou que a oferta de negociações a Kim Jong-un reforça essa percepção entre países como Taiwan, Japão e Filipinas.


