A queda nos preços de veículos usados é percebida no mercado de Belém, levando revendedores a baixar valores para manter o giro de estoque. A entrada de carros chineses e o cenário econômico alteraram a dinâmica entre veículos novos e seminovos, segundo o empresário do setor.
A chegada de modelos chineses intensificou a concorrência no setor automotivo. O empresário Igor Mutran afirmou que os veículos novos chineses oferecem tecnologia e garantia estendida, fatores que forçaram a redução de preços nos seminovos. Montadoras tradicionais também tiveram que mudar estratégias para competir com os custos baixos oferecidos por essas marcas.
A pressão afeta diretamente o comércio de usados. Com opções novas competitivas, o veículo seminovo precisa apresentar vantagem financeira clara para atrair o consumidor. Mutran também apontou que a Tabela Fipe, referência de mercado, não reflete mais a realidade das negociações, pois hoje é necessário vender abaixo da referência para movimentar o estoque.
Além da concorrência, fatores econômicos restringem a compra. O alto custo de vida, juros elevados e a taxa Selic de 14% ao ano tornam o financiamento mais caro, levando muitos consumidores a adiar a troca de veículos. O cenário internacional, com o aumento do preço do combustível, também influencia a cautela do comprador.
Diante disso, o lojista precisa se adaptar, revisando campanhas e preços para vender abaixo da Fipe. O consumidor, por sua vez, ganha maior poder de negociação, mas a oferta de carros novos equipados e com preços agressivos obriga os revendedores a justificar melhor a compra do seminovo.


