Os cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas presidenciais concordam com a necessidade de agregar valor aos minerais críticos e terras-raras no país. Todos propõem uma política nacional que trate a mineração como estratégica, visando desenvolver uma cadeia produtiva mais complexa.
O Brasil possui grande potencial no setor mineral. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o país detém sessenta e seis por cento do nióbio mundial. Além disso, ocupa a segunda maior reserva global de grafita e a terceira de ferro, manganês, estanho e níquel.
As divergências surgem no caminho para esse objetivo. Romeu Zema e Flávio Bolsonaro dão maior protagonismo ao capital privado, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva, Ronaldo Caiado e Renan Santos defendem maior coordenação estatal.
O plano de Lula foca na soberania tecnológica, propondo alinhamento com ciência e tecnologia e citando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para conceder créditos direcionados. O candidato também aponta o Nordeste como possível polo para processamento, aproveitando a energia renovável.
Renan Santos propõe acordos bilaterais com os Estados Unidos e a União Europeia, mirando a transferência de tecnologia. Ele aponta a concentração chinesa no refino de terras-raras como um grave problema geopolítico. Outra proposta é mobilizar cerca de 20 bilhões de reais em dez anos.

