Um ex-capelão da Rainha Elizabeth criticou o Rei Charles III, alegando que o monarca estaria ‘abandonando cristãos’ e renunciando ao juramento de ‘Defensor da Fé’. A crítica surge após o relatório anual do Sovereign Grant substituir a antiga denominação por uma descrição mais ampla.
A alteração na redação do relatório anual do Sovereign Grant, ocorrida em junho deste ano, trocou ‘Defensor da Fé’ por ‘Sua Majestade é Governador Supremo da Igreja da Inglaterra e protege o espaço para a Fé dentro da nação multirreligiosa’. O especialista em assuntos reais, Richard Fitzwilliams, afirmou que a nova formulação causou controvérsia considerável.
Christopher Andersen, autor da biografia “Kate!”, comentou que Charles sempre demonstrou um forte interesse ecumênico. Ele relatou que, desde a época de estudante em Cambridge na década de 1970, Charles se interessou por religiões orientais, como o Islamismo, o Budismo e o Hinduísmo. O autor disse que Charles acredita que nenhuma religião possui todas as respostas.
A nova geração de membros da realeza também mostra incerteza sobre o papel de ‘Defensor da Fé’. Andersen mencionou um momento em que o futuro chefe da Igreja da Inglaterra, Príncipe William, perguntou ao pai o que escrever no campo de religião ao preencher documentos de matrícula em Eton College, em 1995. Isso sugere que William e Kate podem buscar reduzir o papel.
Ian Pelham Turner, locutor real, classificou Charles como um pensador profundo em questões religiosas. Contudo, Fitzwilliams alertou que a Igreja da Inglaterra não deve ser enfraquecida. Ele relembrou que a Rainha Elizabeth comparou a Igreja a um guarda-chuva sob o qual outras fés poderiam prosperar.

