Um estudo indica que a implementação de um mandato federal de salário mínimo de vinte e cinco dólares pode resultar na eliminação de quase cinco milhões de postos de trabalho nos Estados Unidos. A proposta visa alterar o piso salarial, com prazos diferentes para grandes e pequenas empresas.
A advertência foi emitida por uma economista ligada ao Employment Policies Institute (EPI). A organização projeta que a política reduziria empregos em escala nacional. Estados como Texas, Pensilvânia, Geórgia, Carolina do Norte e Flórida seriam os mais afetados em termos de perdas absolutas de postos de trabalho.
A especialista mencionou que, para esses estados, que já seguem o salário mínimo federal de sete dólares e vinte e cinco centavos, o aumento para vinte e cinco dólares representa mais que o triplicar do valor atual. Texas, Carolina do Norte e Flórida são citados como regiões de grande crescimento populacional pós-pandemia.
Mais de um terço das perdas de empregos projetadas concentra-se na indústria de restaurantes e hospitalidade, atingindo um milhão e duzentos trabalhadores que recebem gorjetas. O governo federal enfrenta pressão de grupos progressistas para elevar o piso salarial, que permanece em sete dólares e vinte e cinco centavos desde dois mil nove.
Em contrapartida, defensores da medida argumentam que o aumento é necessário frente a uma crise de custo de vida. A organização One Fair Wage afirma que o salário mínimo atual não cobre despesas básicas, defendendo que a legislação deve garantir que um emprego seja suficiente para sustentar uma família.

