A ação da Nike registrou uma queda acentuada, perdendo cerca de 200 bilhões de dólares em valor de mercado desde seu pico em novembro de 2021. O declínio, que levou a cotação a perto de mínima em 17 de agosto, reflete dificuldades operacionais e estratégicas da empresa.
A empresa, que atingiu seu maior preço histórico em novembro de dois mil e vinte e um, viu sua cotação cair aproximadamente 78% em relação ao topo. Analistas de mercado classificaram o movimento como o maior recuo na história da companhia como empresa de capital aberto.
O problema aponta para o canal Nike Direct, focado em vendas diretas ao consumidor. O relatório de resultados do quarto trimestre fiscal mostrou que a receita do Nike Direct caiu sete por cento, impulsionada por uma queda de 12% nas vendas digitais. Este segmento, que a empresa desenvolveu como motor de crescimento, passou a registrar resultados negativos.
A região da China representa um ponto crítico. Segundo dados de varejo, a Grande China registrou oito trimestres consecutivos de vendas em declínio. No quarto trimestre, a receita na China caiu 12% em bases reportadas e 17% em moeda constante. Em resposta, a Nike planeja restringir mais de mil pontos de venda online de terceiros no país a partir de janeiro de dois mil e vinte e sete.
O analista do JPMorgan, Matthew Boss, reduziu a recomendação da ação para ‘Sobrecotado’ em quatro de agosto. Ele argumentou que as estimativas de lucros do mercado estão cerca de 20% acima do real, citando a pressão de lucros causada pelos ajustes na China e fechamentos de lojas na América do Norte até o ano fiscal de dois mil e vinte e oito.


