A Justiça do Trabalho divulgou pesquisa sobre assédio eleitoral no Brasil. O estudo, realizado pelo Centro de Pesquisas Judiciárias do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), analisou 662 processos de maio de 2023 a dezembro de 2025.
Os dados indicam que a maioria das ações é movida por pessoas físicas, buscando reparação por danos sofridos no ambiente de trabalho. Até agosto de 2026, o número total de processos sobre o tema atingiu 738, sendo São Paulo o estado com maior concentração de casos, respondendo por cerca de 17,5% das ações.
A análise qualitativa, baseada em 138 processos, constatou que assédio institucional foi identificado em 92% das ações avaliadas. Essa prática ocorre quando a organização permite ou estimula o assédio por meio do envolvimento da alta cúpula ou da instrumentalização da jornada de trabalho para fins políticos.
O terror psicológico foi identificado em 81,9% dos casos, caracterizado pela criação de narrativas catastróficas sobre os resultados eleitorais. Além disso, 67,4% dos assédios ocorreram por meios virtuais, com o WhatsApp sendo o principal instrumento de coação.
Em resposta, a Justiça do Trabalho capacitou magistrados e estabeleceu um grupo de plantão desde 1º de agosto. Um acordo de cooperação entre os órgãos envolvidos visa combater a prática, e o presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, afirmou que o voto deve ser livre.


