A Polícia Federal investiga a entrega de propina no Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão. A apuração, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), envolve negociações de repasses estaduais e pagamentos realizados a uma família para impedir delações.
Um homem que tinha acesso ao prédio oficial e vaga de garagem, a mando do governador Carlos Brandão, relatou reuniões com o chefe do Executivo e com seu sobrinho para negociar esquemas estaduais. O ministro Flávio Dino, do STF, afastou o sobrinho do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado por cento e oitenta dias após a divulgação de trechos do depoimento.
Operadores do grupo político pagavam parcelas mensais, entre R$ 15 mil e R$ 40 mil, à família do homem para que ele não denunciasse os envolvidos. O ex-secretário de Segurança Raimundo Cutrim e um advogado nomeado desembargador por Carlos Brandão em dois mil vinte e seis intermediavam a entrega de dinheiro vivo.
A Polícia Civil maranhense ocultou a presença do sobrinho no local do crime na primeira apuração. O caso chegou ao STF por indícios de interferência de um senador para proteger aliados. Carlos Brandão negou a liderança do esquema, classificando as acusações como mentiras sem provas.


