O ex-analista da ESPN, Ric Bucher, levantou questionamentos sobre a cobertura da WNBA, notando que as comentaristas em transmissões nacionais são majoritariamente mulheres. Ele argumentou que a abordagem midiática tende a ser segura, carecendo de debate aprofundado sobre temas controversos.
Bucher afirmou que a discussão não se limita à presença de homens ou mulheres nos bastidores, mas sim à forma como as emissoras tratam temas polêmicos das ligas. Segundo ele, a cobertura atual parece “segura e monótona”, evitando críticas substanciais.
O analista sugeriu que a mídia pode estar protegendo a liga de um escrutínio mais rigoroso. Ele questionou o que as equipes de comunicação temem, apontando que a cobertura se assemelha a um “clube de meninas”.
Argumentos contrários indicam que o formato das transmissões pré e pós-jogo tem um propósito específico, focado em gerar interesse e comentar manchetes. A função dos comentaristas é auxiliar o público a entender o jogo, e não necessariamente confrontar a liga.
A crítica de Bucher, contudo, levanta uma questão maior sobre a televisão esportiva: se a cautela se aplica apenas à WNBA ou a todas as grandes ligas profissionais. A necessidade apontada é desenvolver um corpo de talentos com maior profundidade de conversa, independentemente do gênero dos analistas.


