O Botafogo anunciou a saída de Franclim Carvalho e implementou uma nova configuração na comissão técnica. A mudança, que inclui Paulo Bonamigo, Ronaldo Torres e Marcelo Salles, gerou desconfiança entre torcedores sobre o futuro do futebol alvinegro.
A demissão de Franclim Carvalho ocorreu após vinte e duas partidas, com dez vitórias, sete empates e cinco derrotas. A pressão sobre o técnico aumentou após uma goleada de seis a um sofrida pelo time em Cusco, seguida por uma derrota por um a zero para o Vitória.
A chegada dos três profissionais à estrutura permanente levantou questionamentos sobre a influência do Botafogo associativo na gestão. Um ponto que une os contratados é o histórico de trabalho no Boavista, clube que esteve sob a gestão de João Paulo Magalhães Lins.
Paulo Bonamigo, coordenador técnico, não exercia função oficial em clube há mais de quatro anos. Ronaldo Torres, responsável pela preparação física, passou recentemente por equipes de divisões inferiores e ligas estaduais. Marcelo Salles, auxiliar fixo, possui uma trajetória mais contínua em equipes de elite.
A decisão de definir a estrutura fixa antes da contratação de um novo treinador indica um modelo de gestão pré-estabelecido. O futuro comandante poderá integrar uma equipe com peças técnicas já definidas, o que define a autonomia do cargo.


