O estado de Goiás registrou 225 focos de queimadas entre dez e dezesseis de agosto, um aumento de 40,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço ocorre em meio a incêndios de grandes proporções, como o que já consumiu mais de 13 mil hectares no Parque Estadual Terra Ronca, na região Nordeste do estado.
Os dados foram divulgados pelo Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). A Região Leste concentrou a maior quantidade de focos no período, com cento e vinte e nove ocorrências, comparado a quarenta e oito em 2025.
No acumulado de agosto de 2026, Goiás soma 389 focos, o que representa 43,95% dos 885 registrados em agosto de 2025. O Corpo de Bombeiros classificou o incêndio no Parque Terra Ronca como a maior queimada florestal em andamento no Brasil. As autoridades indicam a ação humana como principal causa dos focos.
O estado enfrenta um cenário de seca, embora o Cimehgo relate condições hídricas boas, com média de trinta e seis% de umidade no solo na maior parte do território. Desde 24 de julho, está vigente o decreto estadual Nº 10.962, que proíbe o uso do fogo em vegetação durante o restante de 2026, sob pena de pena de dois a quatro anos e multa.


