Duzentos e vinte e sete pessoas, incluindo artistas e ministros, utilizaram residências oficiais de embaixadas brasileiras no exterior entre janeiro de dois mil vinte e três e julho de dois mil vinte e seis. Os registros cobrem vinte cidades, como Paris, Roma e Washington, e totalizam um período de cento e quarenta e um dias de permanência.
A lista, acessada por meio da Lei de Acesso à Informação, inclui além de membros do governo federal, autoridades do Judiciário e parlamentares, a primeira-dama Rosângela da Silva. Ela utilizou imóveis oficiais em Roma e Paris, acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ocasiões específicas.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, e a então ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, constam entre os hóspedes. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, esteve na residência brasileira em Roma em dois mil e vinte e quatro. Artistas como Fafá de Belém e Mônica Salmaso também estiveram listados, alguns recebendo cachês pelas apresentações.
O Itamaraty negou inicialmente o pedido de informações, alegando que o levantamento seria desproporcional. A Controladoria-Geral da União determinou que o ministério fornecesse os dados dentro dos critérios de transparência. O órgão fiscalizador estabeleceu restrições, pois hospedagens estritamente privadas não são consideradas gestão pública.


