A inteligência artificial (IA) apresenta potencial para auxiliar na reconexão das pessoas com o mundo físico, oferecendo soluções práticas para problemas do cotidiano, apesar dos riscos de intensificar a desmaterialização.
A tecnologia atual, como smartphones e mídias sociais, tem sido associada à desconexão social e à perda de momentos de contato com o ambiente real. Essa tendência, que leva à automação de tarefas, diminui a gratificação sensorial dos atos diários, como manusear ingressos ou embalagens.
Serviços de IA generativa prometem automatizar ainda mais rotinas, desde a escrita de e-mails até a criação de planos de viagem. Essa eficiência pode reduzir a necessidade de interações físicas, como sentir o teclado ao digitar ou folhear guias de viagem.
Contudo, o autor do texto aponta que a IA também pode direcionar indivíduos para o mundo material. Ferramentas de linguagem avançada conseguiram auxiliar na identificação e no planejamento de reparos domésticos, como vazamentos de irrigação, fornecendo especificações técnicas.
O uso de IA para aconselhamento de dieta ou exercícios, por exemplo, pode incentivar atividades não digitais com maior propósito. A eficiência da IA, ao processar fotos de peças quebradas, pode reduzir a distração do celular, promovendo um uso mais breve e intencional da tela.


