A terceira colocada no ranking feminino, Jessica Pegula, afirmou que as principais atletas de tênis aguardam o anúncio do prêmio do US Open para decidir sobre a retomada de protestos no último Grand Slam do ano. As jogadoras enviaram cartas aos organizadores no ano passado, manifestando preocupação com a divisão de receitas.
Pegula, que também representa as jogadoras no Conselho de Jogadoras da WTA, disse que, com a espera pelo anúncio dos valores, as decisões importantes ainda não foram tomadas. Ela comentou que os organizadores apresentaram propostas para mudar aspectos do torneio, mas a extensão dessas mudanças permanece incerta. Espera-se mais conversas nas próximas semanas, durante o Cincinnati Open, o último grande torneio antes do US Open.
Aryna Sabalenka também não descartou possíveis manifestações em Nova York. As atletas de ponta participaram de um protesto em Roland-Garros em maio, limitando a disponibilidade midiática pré-torneio a quinze minutos, representando os 15% de receita que costumam receber nos Grand Slams. O grupo busca elevar esse percentual para 22% até 2030.
O US Open costuma oferecer o maior prêmio de qualquer Grand Slam. No ano passado, o torneio ofereceu US$ 90 milhões em compensação total ao jogador, sendo US$ 85 milhões em prêmios. No entanto, a participação das atletas no protesto francês gerou mais diálogo com os organizadores dos Grand Slams, que demonstraram abertura para melhorias.


