As ações da operadora de saúde Hapvida (HAPV3) registraram queda de 33% na última quinta-feira, dia 13, após a divulgação de resultados insatisfatórios no segundo trimestre. A baixa reflete margens apertadas, piora na sinistralidade e forte consumo de caixa da companhia.
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ficou 18% abaixo das estimativas, e a margem caiu 3,9 pontos percentuais no trimestre, atingindo 6,2%. Segundo o Bradesco BBI, a compressão ocorreu devido ao aumento da sinistralidade e maiores despesas com vendas.
A administração da Hapvida detalhou em reunião com investidores que o volume de processos cíveis cresceu acima do projetado, exigindo mudanças na estrutura jurídica da empresa. O CEO Luccas Adib e o CFO Lucas Garrido comunicaram que a companhia está revisando sua estratégia comercial para enfrentar desafios regionais.
Analistas de mercado, como os do Itaú BBA, apontam que a principal preocupação dos investidores é prever quando a pressão dos processos cíveis deixará de impactar os resultados. O BB Investimentos, por exemplo, mantém recomendação neutra, avaliando a recuperação da rentabilidade como um desafio relevante.
A empresa também está ajustando sua estratégia comercial, buscando expansão para o interior paulista, Minas Gerais e região Sul, após registrar adições líquidas positivas de clientes em São Paulo por cinco meses seguidos.


