O Ibovespa registrou alta de 1,6% na quarta-feira, 19 de agosto, atingindo 169,1 mil pontos. Contudo, a análise setorial mostra que sete índices caem no ano, indicando que o desempenho positivo do principal indicador da B3 é restrito a uma parcela do mercado.
A divergência de desempenho ganhou força nas últimas semanas, após o índice completar onze sessões consecutivas de queda. A valorização do Ibovespa é amplamente atribuída ao peso da Petrobras na carteira, que acumulou cerca de 38% em 2026. As ações da petroleira representam aproximadamente 13% da carteira teórica do índice.
Enquanto isso, setores ligados ao consumo, ao mercado imobiliário, à energia e à atividade doméstica permanecem no vermelho. O Índice de Consumo (ICON) lidera as perdas, recuando 15,53% no ano e encerrando na mínima do período. O Índice Imobiliário (IMOB) também caiu 8,66%, mesmo após o Banco Central reduzir a Selic para 14% ao ano em agosto.
O Índice de Materiais Básicos (IMAT) apresentou o melhor resultado entre os setoriais analisados, embora também em queda de 1,02% no ano. Este indicador, que abrange mineração e siderurgia, é mais exposto a commodities e ao câmbio. O Índice Financeiro (IFNC) perdeu 2,74%, com agosto intensificando a pressão sobre o setor bancário.

