Escolas particulares do país devem reajustar as mensalidades para 2027 em patamares entre 7% e 11%, aponta estudo da consultoria Meira Fernandes. O índice proposto supera a inflação de 5,03% projetada pelo mercado para o ano corrente, segundo o Boletim Focus do Banco Central.
A pesquisa ouviu mil e quinhentas escolas em oito estados brasileiros, incluindo São Paulo e Minas Gerais. Esses colégios, que contam com quase 120 mil alunos matriculados, indicam que noventa e oito vírgula nove por cento das instituições pretendem aplicar algum reajuste. Dessas, oitenta vírgula seis por cento projetam um aumento entre 7% e 11%.
Os responsáveis pela sondagem identificaram que o aumento visa equilibrar as contas frente ao aumento da inadimplência e à necessidade de investimentos. Mais da metade das escolas entrevistadas, 51,93%, relata ter registrado atrasos de 2% a 5% nos pagamentos durante o primeiro semestre. Esse percentual de calote subiu em comparação com o mesmo período de 2025, quando era de 46,59%.
Os motivos citados para o reajuste incluem a educação especial inclusiva e a contratação de profissionais especializados, apontados por 35,9% e 16% das instituições, respectivamente. Além disso, vinte e oito vírgula oito por cento das escolas mencionaram gastos elevados com a alta rotatividade de funcionários, o chamado turnover.
A consultoria ressalta que a legislação obriga as instituições a informar as famílias sobre o percentual de aumento com, no mínimo, 45 dias de antecedência da data final de matrícula, apresentando também uma planilha com os custos.

