A oposição cobra que a Polícia Federal avance as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. As cobranças surgem após revelações de mensagens que mostram a proximidade do filho do presidente com uma empresária e seu contato com um ex-chefe de gabinete do governo.
As mensagens obtidas pela PF indicam que a empresária enviou uma minuta de contrato ao então chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, com dispensa de licitação. Na época, a empresária havia sido contratada por um servidor do INSS para viabilizar o negócio, mas a operação não avançou.
Os diálogos também mostram que a empresária e Lulinha tratavam de assuntos em um “outro nível”, mencionando um futuro na Suíça. Em outra troca, a empresária citou o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, e Lulinha relatou que já era a terceira reunião reservada com o chefe de gabinete do pai.
Candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar, afirmou que a interlocução sugere que as suspeitas chegaram ao círculo presidencial. Ele declarou que a corrupção chegou ao gabinete e que a Polícia Federal demorou seis meses para descobrir o que a CPI do INSS apurou anteriormente.
O senador Carlos Viana, que presidiu a CPI do INSS, anunciou que pedirá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, providências para ouvir Lulinha e preservar as provas. Na Câmara, o líder da oposição, Cabo Gilberto Silva, prepara uma representação à Procuradoria-Geral da República para solicitar a oitiva e a preservação imediata dos elementos de prova.


