O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) aponta indícios de organização criminosa dentro da administração municipal de Japeri. Documentos analisados pelo órgão indicam um esquema estruturado para fraudar licitações e obter vantagens financeiras indevidas.
A investigação, que abrange documentos produzidos desde 2021, aponta que a estrutura criminosa seria dividida em três núcleos: político, administrativo e empresarial. O MPRJ identificou a então prefeita Fernanda Machado Ontiveros e secretários municipais no núcleo político. No núcleo administrativo, figurou o ex-pregoeiro José Francisco Magalhães.
A fraude atingiu quatro processos licitatórios, revelando indícios como a falsificação de assinaturas de servidores. Silas de Oliveira Santos e Jackson dos Santos Filho afirmaram não reconhecer as assinaturas atribuídas a eles. Um exame grafotécnico do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou que as assinaturas eram falsas.
A apuração também focou na contratação da Construflex Soluções e Serviços. A empresa venceu um contrato de R$ 4,01 milhões para manutenção de prédios da Secretaria Municipal de Educação. Um dos elementos de suspeita foi o vínculo entre Jeziel Garcia Pinto, sócio da Construflex, e outra empresa concorrente.
Além disso, foi identificada a repetição de propostas idênticas em certames, como em uma licitação de manutenção, onde duas empresas apresentaram o valor de R$ 3.544.816,60. O MPRJ afirma que os envolvidos buscaram obter vantagens por meio de crimes contra a Administração Pública.


