A Polícia Federal investiga o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suspeita de tráfico de influência no governo federal. Os registros mostram que ele esteve no Palácio do Planalto de dezoito vezes entre junho de dois mil vinte e três e janeiro de dois mil vinte e cinco.
Os inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) apuram a influência de Lulinha em órgãos governamentais. As investigações focam na relação do empresário com Roberta Luchsinger e com o ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro. Roberta Luchsinger é apontada como lobista e proprietária da RL Consultoria e Intermediações.
A empresa de Luchsinger fechou contrato com Antônio Carlos Antunes, preso por desviar recursos do INSS. Segundo a investigação, a empresária recebeu R$ 1,5 milhão de Antunes em cinco parcelas de R$ 300 mil. O trabalho previa viabilizar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde para disponibilização no SUS, mas o negócio não avançou.
Mensagens de WhatsApp em posse da PF revelam que Marco Aurélio Santana Ribeiro recebeu uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, com dispensa de licitação. Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, enviou o documento. O ex-chefe de gabinete confirmou ter recebido o material, mas disse não o ter encaminhado.
Lulinha é investigado em três inquéritos. Mensagens da PF indicam que ele e Luchsinger tratavam de negócios, com diálogos sobre futuros em outros países. A defesa do filho do presidente afirmou que reafirma sua confiança nas instâncias de apuração e se manifestará após acesso integral aos dados obtidos pelas quebras de sigilo.


