O Distrito Federal enfrenta 54 dias sem chuva, o que intensificou o monitoramento e combate a incêndios florestais. A última precipitação na capital ocorreu em 25 de junho, sob influência de massa de ar seco, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
As condições climáticas atuais, marcadas por baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas, diminuem a umidade do solo e da vegetação do Cerrado. Esse cenário eleva o risco de ignição e facilita a propagação do fogo. A previsão meteorológica indica manutenção desse quadro nos próximos dias.
Para mitigar o risco, equipes técnicas realizaram cerca de 300 hectares de queima prescrita e abriram 50 quilômetros de aceiros em 2026. O planejamento conta com 150 brigadistas contratados por dois anos para reforçar a atuação antes do período mais crítico da seca.
A operação Verde Vivo 2026, iniciada em abril, prevê o uso diário de até 169 combatentes e 35 viaturas em momentos de maior intensidade. Até 16 deste mês, o DF registrava 3.738 ocorrências de incêndio em vegetação. Desse total, 3.270 chamados ocorreram durante a operação.
Incêndios descontrolados causam degradação do solo, erosão e afetam a qualidade do ar. A legislação prevê multa de R$ 1.000 por hectare ou fração para uso do fogo em fins agropastoris sem autorização legal. As autoridades orientam a população a evitar queimar lixo ou restos de poda e a acionar o telefone 193 em caso de foco ativo.


