Um alerta de defesa do consumidor aponta que taxas extras em aluguéis elevam os custos mensais em até 30%. Proprietários anunciam valores baixos, mas revelam encargos obrigatórios após o pagamento de taxas de inscrição, dificultando a comparação de preços no mercado.
Clark Howard, defensor do consumidor, identificou um padrão crescente no mercado de locação. Ele observou que administradores de imóveis divulgam um aluguel base reduzido nos portais, mas somam cobranças obrigatórias no contrato. Entre os encargos citados, há pacotes de tecnologia selecionados pelo locador, taxas de coleta de lixo separadas e a recente taxa de trabalho remoto.
A Federal Trade Commission (FTC) já agiu contra grandes administradoras. Em dezembro de dois mil e vinte e cinco, a empresa Greystar Real Estate Partners fechou um acordo de indenização de R$ 23 milhões com a FTC e um milhão de dólares com o estado do Colorado. A alegação era que a empresa anunciava aluguéis sem incluir esses custos mensais obrigatórios.
Estudos apontam que essas taxas não aluguel podem adicionar de dez a trinta por cento aos custos totais mensais dos inquilinos. Um relatório do Urban Institute mostrou que quem atrasou pagamentos sofreu penalidades adicionais de cinco a dez por cento sobre o aluguel base, somadas aos encargos já existentes.
Howard aconselha os interessados a solicitarem um cronograma de taxas completo e detalhado antes de se comprometerem com qualquer propriedade. Comparar o custo total mensal, e não apenas o valor anunciado, é a forma de evitar surpresas ao assinar o contrato.


