O rendimento do Tesouro americano de 30 anos alcançou o patamar mais alto desde 2007. A alta ocorre devido à combinação de grandes gastos com infraestrutura de inteligência artificial e ao persistente déficit fiscal dos Estados Unidos.
Dados do FRED confirmam o movimento: o rendimento de 10 anos está em 4,72%, no percentil 98,8 de sua faixa de 12 meses. Já o de 30 anos atingiu 5,21% no dia 19 de agosto.
Especialistas apontam dois fatores principais para essa mudança. O primeiro é o investimento maciço em capital para a área de inteligência artificial. O segundo é o aumento do déficit. Essa situação gera um desequilíbrio entre oferta e demanda de capital no mercado de títulos.
O cenário de taxas elevadas afeta os setores de tecnologia. O ambiente de rendimento mais alto prejudica as ações de tecnologia, pois suas avaliações dependem de lucros futuros. O custo de financiamento também aumenta para as empresas que investem em escala.
Em outros mercados, o preço do petróleo Brent subiu para 88 dólares o barril, refletindo sinais mistos sobre negociações com o Irã. Paralelamente, o presidente americano concedeu três dias adicionais ao Canadá para evitar tarifas de cinquenta por cento.

