O preço do ouro subiu nesta quarta-feira (19) e superou a marca de US$ 4,5 mil, equivalente a R$ 23,3 mil por onça-troy. O movimento ocorreu após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar o dobro das operações de recompra de títulos, o que enfraqueceu o dólar e deu suporte ao metal.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro avançou 2,82%, atingindo US$ 4.545,30 por onça-troy. Durante a sessão, o contrato registrou ganhos próximos de 3%. A prata também acompanhou a alta, subindo 2,79% para US$ 65,825 por onça-troy.
A mudança veio após o Tesouro americano determinar que o limite de US$ 2 bilhões por operação, destinado a dar suporte à liquidez de títulos de cupom nominal de vencimentos longos, passaria para pelo menos US$ 4 bilhões. Essa ação pressionou os rendimentos dos Treasuries e o dólar, fatores que favorecem os preços do ouro.
Peter Schiff, economista-chefe e estrategista global da Euro Pacific Asset Management (EPAM), afirmou que a decisão pode elevar as pressões inflacionárias nos Estados Unidos. Segundo ele, o dinheiro usado para a compra de Treasuries de longo prazo, que investidores privados não querem mais, será criado pelo Federal Reserve (Fed), o que levará a inflação alta.
O banco Citi apontou que o custo dessa estratégia é uma moeda americana mais fraca. O banco declarou esperar que investidores saiam de estratégias de inclinação da curva, já que o receio de desvalorização cambial diminui, e que estão adicionando uma posição comprada em ouro.


