O início de obras de moradias registrou queda de dez por cento em julho, segundo dados divulgados. O mercado enfrenta o aumento das taxas de hipoteca, que atingiram 6,75%, pressionando a capacidade de compra dos consumidores.
A taxa média para hipoteca fixa de trinta anos subiu para 6,75% nesta manhã, segundo Diana Olick, correspondente de imóveis. O patamar atual das taxas se mantém alto há mais de um ano, afetando a acessibilidade dos imóveis. Com o preço dos imóveis em patamares históricos, o aumento dos juros diminui o valor do empréstimo que um pagamento mensal suporta.
As vendas de imóveis existentes em julho alcançaram 4,06 milhões em base anualizada, um volume considerado baixo historicamente em cenários de taxas elevadas. Os construtores, que monitoram o mercado de forma mais próxima que os compradores, estão reduzindo a produção antes que a queda na demanda se concretize.
O número de novos empreendimentos unifamiliares caiu dez por cento em julho comparado a junho, e dezesseis por cento no ano. O mercado reagiu a essa desaceleração, com o índice de empresas de construção em queda. Contudo, construtoras de luxo, como a Toll Brothers, apresentam resiliência, visto que uma parte de seus compradores paga à vista.


