O manual Mapeamento de Riscos: Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos foi atualizado, tornando-se referência para gestão de risco em áreas urbanas do Brasil. A revisão, feita após quase vinte anos, introduz uma nova classificação de desastres.
A ferramenta, que existe desde dois mil e sete, foi atualizada com base na experiência de técnicos e gestores municipais. Rodolfo Moura, diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco do Ministério das Cidades, disse que a urgência climática e a chegada de um super El Niño aceleraram o processo de revisão.
A nova publicação dispensa classificações de risco baixo ou inexistente, focando nos níveis médio, alto e muito alto. Além disso, o manual aborda conceitos como a delimitação de setores de risco hidrológico, incluindo inundação, enchente e enxurrada, e processos erosivos.
De acordo com Moura, o uso do instrumento permite que prefeituras mapeiem áreas de risco e elaborem planos municipais de redução de risco. Em duas mil e quarenta, a Casa Civil apontou que um mil, novecentos e quarenta e dois municípios expõem quase nove milhões de brasileiros a esses desastres.
A implementação do mapeamento e dos planos municipais, segundo o diretor do Ministério das Cidades, é o caminho para que municípios e governos estaduais acessem recursos para obras de prevenção e adaptação das cidades.


