A Fenway Sports Group vendeu uma participação minoritária no Liverpool Football Club a um consórcio que inclui Jeff Bezos, em um negócio avaliado em mais de 7 bilhões de dólares. O movimento ocorre em um cenário onde os clubes ingleses, apesar do interesse de investidores, apresentam prejuízos operacionais crescentes.
A venda representa um retorno parcial do investimento inicial da FSG, que resgatou o clube há quase dezesseis anos. A transformação do Liverpool, que alcançou diversos títulos nacionais e europeus, impulsionou a valorização do ativo. Contudo, a análise anual de finanças do futebol realizada pela Deloitte apontou que os prejuízos agregados dos vinte clubes da Premier League somaram 948 milhões de libras na temporada 2024/25.
Os pesquisadores da Deloitte registraram uma deterioração significativa, superior a 600% em relação ao ano anterior. Apenas oito clubes obtiveram lucro operacional naquele período, comparado a treze na temporada anterior. O aumento nos custos operacionais é atribuído às taxas inflacionadas de transferências de jogadores, segundo o relatório.
Richard Haigh, diretor-gerente global da Brand Finance, declarou que o valor do ativo continua a subir mesmo sem lucro diário. Ele afirmou que a reputação e a escassez dos clubes de elite impulsionam as avaliações, e que a Premier League fortalece o poder brando do Reino Unido.
Além disso, especialistas apontam que a diversificação de receita é crucial. Lewis Gaut, sócio da Goodwin, mencionou que complexos esportivos, como o estádio do Tottenham Hotspur FC, geram receita constante além dos dias de jogo. O Manchester United também planeja construir um novo estádio com capacidade para 100 mil pessoas, visando fluxos de caixa diversificados.


