A GE Aerospace, fabricante de motores a jato, apresenta um cenário operacional sólido, com resultados financeiros positivos, mas enfrenta questionamentos sobre sua alta valorização no mercado. A empresa, que domina o mercado de aeronaves de corpo estreito, registra um grande volume de pedidos e lucros consistentes.
A companhia registrou cinco trimestres consecutivos de superação de resultados por ação (EPS). No segundo trimestre de dois mil e vinte e seis, o EPS ajustado atingiu 2,02 dólares, superando a expectativa de 1,8565 dólares. A receita alcançou 13,349 bilhões de dólares, um aumento de 21,1% em relação ao ano anterior. A gestão elevou a previsão para o ano inteiro, projetando EPS entre 7,65 e 7,85 dólares, e fluxo de caixa livre entre 8,9 e 9,2 bilhões de dólares.
O volume de pedidos da empresa ultrapassa 210 bilhões de dólares. O diretor executivo, Larry Culp, afirmou que a demanda demonstrou mais resiliência do que muitos esperavam. Apesar disso, a empresa opera em um patamar de múltiplos elevados, negociando perto de 43 vezes os lucros atuais e 47 a 48 vezes os lucros projetados, o que limita margem para erros operacionais.
O principal ponto de atenção apontado é a cadeia de suprimentos. Atrasos em peças de reposição aumentaram 20% no segundo trimestre. O diretor financeiro, Rahul Ghai, alertou que os custos relacionados à tecnologia GE9X atingirão o pico somente em dois mil e vinte e oito. Há também sinais de pressão nas margens, que caíram 160 pontos-base no segundo trimestre.
Modelos de valor justo internos indicam que o preço atual da ação está próximo do valor justo, com pouca margem de alta. Analistas cobrem a empresa, e embora a maioria mantenha classificação de compra, a precificação exige que os investidores acreditem na aceleração dos pedidos e na diminuição dos custos de produção.


