Conflitos no Mar Vermelho e ameaças ao Estreito de Ormuz forçam desvios de rotas globais, impactando o comércio internacional. Segundo análise de um economista, a vulnerabilidade do Brasil reside na dependência de derivados e fertilizantes importados, um quadro agravado por decisões políticas passadas.
A logística mundial sofre com ataques de grupos aliados ao Irã no Mar Vermelho e a incerteza sobre o Estreito de Ormuz. Essas áreas controlam o fluxo de comércio entre Oriente e Ocidente. Navios são obrigados a desviar pelo Cabo da Boa Esperança, elevando custos de frete e gerando incerteza sobre o abastecimento de insumos básicos.
Embora o Brasil exporte petróleo bruto, o país depende da importação de derivados, como diesel e gasolina, além de fertilizantes. O analista aponta que, quando os estreitos se fecham, o custo do diesel para o escoamento da safra e o preço da ureia aumentam, aprofundando a dependência do país de insumos externos.
O texto atribui essa situação à política econômica adotada nos governos Temer e Bolsonaro. Durante esse período, a Petrobras foi vista como um alvo a ser desmantelado. A estatal teve seu papel de indutor de desenvolvimento reduzido, com a venda de refinarias e o fechamento de fábricas de fertilizantes.
O desmonte, segundo o autor, retirou um contrapeso à lógica financeira de curto prazo. A Petrobras, antes de ser reduzida a exportadora de bruto, injetava recursos na economia real, sustentando a indústria nacional. A ausência desse investimento, o texto afirma, deixou o país exposto à volatilidade internacional.


