O governo de Donald Trump retomou a pressão econômica contra o Irã, voltando à política de “pressão máxima” adotada em seu primeiro mandato. A iniciativa ocorre enquanto Washington enfrenta limitações militares e o impasse no Estreito de Ormuz persiste no conflito.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, alertou que Washington planeja medidas econômicas “nunca antes vistas”. Entre elas, estão novas restrições a transações financeiras iranianas e sanções secundárias contra nações que continuam comprando petróleo de Teerã, como a China.
Desde a Revolução Islâmica de mil novecentos e setenta e nove, os EUA aplicam isolamento econômico ao país. O Irã, contudo, adaptou-se ao longo das décadas de sanções. O país fortaleceu laços comerciais com Rússia e China, criou redes de contrabando e uma frota clandestina para transporte de petróleo.
A capacidade de resistência iraniana é notável no setor petrolífero. Mesmo com a queda na exportação, a alta nos preços internacionais ajudou a compensar perdas. O país também passou a armazenar petróleo em terra e em antigos navios-tanque, além de usar transporte terrestre.
Analistas indicam que a economia iraniana se moldou à pressão dos EUA. O paradoxo da nova ofensiva econômica é que quanto mais Washington tenta forçar concessões, mais Teerã usa a estrutura econômica criada para aumentar o custo da pressão sobre aliados americanos.


