Fernando Haddad afirmou que o governo atual conteve gastos e realizou o maior ajuste fiscal do mundo. O petista defendeu a gestão frente ao rombo herdado da administração anterior, mas dados do Banco Central indicam que a dívida bruta do setor público atingiu 81,9% do PIB em junho.
Em sabatina, Haddad argumentou que o grande desafio fiscal foi receber o país com um déficit de R$ 60 bilhões deixado pela gestão anterior. Ele justificou a aprovação de R$ 145 bilhões na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, alegando que o governo anterior omitiu valores cruciais para manter o Bolsa Família e os precatórios.
O ministro também declarou que o governo Lula promoveu o terceiro maior ajuste de contas global, um feito que teria sido reconhecido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Contudo, o FMI, em julho deste ano, elogiou a resiliência brasileira, mas defendeu um arcabouço legal mais completo e a autonomia do Banco Central.
Os indicadores econômicos mostram dificuldades. Mais de oitenta por cento das famílias e mais de nove milhões de empresas estão endividadas. A dívida bruta do setor público, segundo o Banco Central, alcançou R$ 10,8 trilhões em junho, representando 81,9% do PIB, com projeção de passar de 87% até o final do ano.
Em outro ponto, Haddad criticou a gestão do governador de São Paulo, dizendo que o equilíbrio orçamentário do estado depende de abatimentos e renegociações de dívida concedidos pela União, citando um bônus de R$ 12 bilhões.


