Trabalhadores bancários de todo o país paralisam atividades nesta quinta-feira, dia vinte de agosto, em greve nacional de vinte e quatro horas. A mobilização faz parte da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026, após a categoria recusar as propostas da Federação Nacional dos Bancos.
As assembleias, que reuniram mais de cinquenta mil trabalhadores no Brasil, rejeitaram as propostas bancárias. As condições iniciais previam reajustes por faixa salarial, cargos e regiões, além do congelamento do piso para novos contratados. A rejeição foi de noventa e sete vírgula sessenta e seis por cento em praças como São Paulo e Osasco.
Em resposta à pressão da paralisação, a Fenaban recuou em negociações. A federação retirou da mesa o congelamento de piso e a divisão por faixa salarial. No entanto, o impasse persiste porque as instituições financeiras não apresentaram um percentual concreto para reajustes de salários, Vale-Alimentação e Vale-Refeição.
Os bancos planejam reunião interna na sexta-feira, dia vinte e um, e propuseram retomar as conversas com o Comando Nacional dos Bancários na segunda-feira, dia vinte e quatro. A Fenaban mencionou a possibilidade de levar o caso ao Tribunal Superior do Trabalho, mas o comando da categoria defende a negociação direta.
No Rio de Janeiro, o sindicato local reforçou a convocação. José Ferreira, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, declarou que a mobilização força os banqueiros a recuar, defendendo a manutenção dos direitos trabalhistas.


