Elon Musk negou rumores de que a Tesla prepararia a separação de sua unidade chinesa, classificando as notícias como ‘absurdamente falsas’. Contudo, relatórios apontam que a empresa construiu barreiras operacionais e tecnológicas entre sua divisão na China e o restante do negócio nos últimos dezoito meses.
A empresa tem implementado um isolamento de sistemas, como a segregação de dados de veículos na China em servidores sediados em Xangai desde dois mil e vinte e um. Em fevereiro de dois mil e vinte e cinco, a Tesla lançou uma versão limitada de um sistema que não podia transferir dados rodoviários chineses para clusters nos Estados Unidos.
A complexidade da possível separação é reforçada por questões regulatórias. Analistas indicam que a integração de contratos federais americanos com a grande presença de manufatura chinesa gera escrutínio em Washington e Pequim. Um consultor sediado em Xangai explicou que o desafio seria desvincular laços como software compartilhado, propriedade intelectual e cadeias de suprimentos.
O calendário de produção da Gigafactory Shanghai também apresentou irregularidades. Em janeiro de dois mil e vinte e seis, a unidade operou com capacidade reduzida entre os dias três e dezenove, e parou a produção dos modelos três e Y de vinte a trinta e um, um encerramento estendido incomum para o local.
Embora o mercado tenha reagido positivamente à negação de Musk, dados recentes mostram um cenário misto. Enquanto alguns relatórios indicam queda nas vendas no início de dois mil e vinte e seis, outros apontam aumento de vinte e quatro vírgula quatro por cento nas entregas do modelo três e Y em junho de dois mil e vinte e seis.


