O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) recebeu uma ação que pede a impugnação do registro de candidatura de Paulo Melo, ex-deputado estadual, para as eleições de 2026. O pedido, protocolado pela candidata Erika Gama, baseia-se em indícios de interferência de grupos criminosos no pleito.
A impugnação utiliza jurisprudência recente do Tribunal Superior Eleitoral, que permite vetar candidaturas quando há indícios de influência direta ou indireta de organizações criminosas no processo eleitoral. A Justiça Eleitoral analisará o pleito; se acolhido, o registro de Melo será indeferido.
O documento anexado à ação cita uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Segundo a denúncia, o grupo operava setenta máquinas caça-níqueis, com faturamento mensal estimado em R$ 400.000, e exercia influência política na Região dos Lagos fluminense.
Em julho de dois mil e vinte e cinco, o Gaeco realizou uma busca e apreensão na residência do candidato durante a Operação Sete da Sorte. Nessa diligência, foram apreendidas quantias em espécie em dólares, euros e reais. Além disso, Melo foi citado como parte do “núcleo político” de organização criminosa em denúncia do Ministério Público Federal na Operação Favorito, em 2020.
Melo também foi condenado colegiadamente pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) na Operação Cadeia Velha. Contudo, essa decisão foi anulada, pois o tribunal não era o responsável correto para julgar o caso. A decisão final do TRE-RJ poderá ser contestada em instâncias superiores caso a ação seja rejeitada.

