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Cotidiano

Mulheres lésbicas cobram saúde e fim da violência no país

Carla Fernandes
Última atualização: 19 de agosto de 2026 21:15
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Cerca de oito em cada dez mulheres lésbicas enfrentam violência cotidiana no Brasil, conforme o LesboCenso Nacional. A lesbofobia figura entre os registros de violência, e o Dia Nacional do Orgulho Lésbico, celebrado nesta quarta-feira (19), marca a luta por direitos.

A assistente social Michele Seixas, coordenadora política nacional na Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL), listou prioridades para o movimento. Entre elas, a busca por saúde integral de qualidade e melhores oportunidades no mercado de trabalho. Seixas defende atendimento qualificado no Sistema Único de Saúde (SUS), alegando que a saúde tem sido invisibilizada para a população lésbica.

A ativista apontou que a entrevista clínica deve obrigatoriamente coletar a orientação sexual do paciente para direcionar o cuidado. Sobre direitos reprodutivos, ela criticou a Política de Planejamento Familiar, afirmando que ela não assiste as lésbicas e que o acesso à dupla maternidade por reprodução humana é uma reivindicação.

No âmbito profissional, a lesbofobia dificulta o acesso a empregos dignos. Segundo Seixas, mulheres lésbicas que desafiam padrões de gênero sofrem maior exclusão, sendo forçadas a performar feminilidade padrão para conseguir vagas.

O levantamento, realizado pela Liga Brasileira de Lésbicas e pela Coturno de Vênus, mostrou que a lesbofobia ocupa a segunda posição em registros de violências. A especialista lamentou a falta de dados produzidos pelo Estado sobre as violações sofridas por esse público.

TAGGED:direitos-lgbtigualdadelesbofobiaMercado de TrabalhoSaúde Integralviolencia-feminina
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