O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usará seu quarto discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro, para abordar a soberania e a economia brasileira. O pronunciamento também deve tratar da manutenção da democracia global e da ingerência estrangeira nas eleições, além dos efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A viagem presidencial será breve, mas o líder brasileiro deve discutir a relação com os Estados Unidos e as medidas adotadas pelo governo de Donald Trump contra o país. O debate geral da Assembleia Geral ocorre entre 22 e 26 de setembro, período próximo ao primeiro turno eleitoral brasileiro.
O Brasil enfrenta uma relação mais tensa com os EUA, que aumentaram tarifas sobre produtos nacionais e adotaram ações vistas pelo governo como interferência no processo eleitoral. O presidente já havia sinalizado o desejo de telefonar ao norte-americano e solicitar uma reunião durante o evento, embora o encontro não esteja confirmado.
Além de questões bilaterais, Lula tem defendido a reforma do Conselho de Segurança da ONU. O presidente busca ampliar o órgão, propondo a inclusão de novos países em desenvolvimento como membros permanentes, uma reivindicação antiga do PT.
Em ocasiões anteriores, Lula criticou as ações unilaterais de grandes potências. Ele afirmou que os cinco membros permanentes do Conselho atuam como “senhores da guerra” e cobrou que a ONU mudasse sua postura diante dos conflitos internacionais.


