Os escritórios de assessoria de investimentos no Brasil possuem hoje quase cinco vezes mais profissionais que há dez anos. O número médio de assessores por empresa saltou de cerca de quatro em 2012 para aproximadamente 19 em 2025, aponta levantamento baseado em cadastros públicos da CVM.
A mudança reflete uma transformação na estrutura do setor, com maior concentração de pessoal por escritório, enquanto o número total de empresas se manteve abaixo do pico histórico. Em 2012, o país registrou um pico de 1.960 escritórios. Em 15 de julho de 2026, o número estava em 1.423, uma redução de 27%.
Francisco Amarante, superintendente da Associação Brasileira dos Assessores de Investimentos (ABAI), explicou que o crescimento ocorreu pela expansão das estruturas já existentes, e não apenas pela abertura de novas empresas. Ele disse que o aumento médio de assessores por escritório demonstra uma mudança importante no perfil da indústria.
Atualmente, o contingente de assessores pessoa física atendido por essas estruturas é cerca de quatro vezes maior. O estudo aponta que o número de assessores se multiplicou por quatro entre 2018 e 2024, totalizando 26.092 profissionais em funcionamento normal. Amarante avalia que a busca por escala permite que escritórios maiores invistam em tecnologia, compliance e gestão.
Apesar da consolidação, o superintendente da ABAI afirma que há espaço para diferentes portes de escritórios. Ele ressalta que o mercado entrou em uma fase de maturidade, onde o crescimento será mais baseado em qualidade e diversificação, e não apenas em expansão quantitativa.

