A guerra entre Rússia e Ucrânia, um dos conflitos mais sangrentos do século XXI, transita para uma fase de conflito total. Ambos os países utilizam a sociedade e a economia como alvos, intensificando a pressão sobre o adversário.
O conceito de guerra total envolve um conflito onde nação e economia são alvos ativos de ataques inimigos. Segundo Mykola Bielieskov, cientista do Instituto Nacional de Estudos de Segurança da Ucrânia, a disputa se assemelha a um boxe sem número fixo de rounds, onde cada lado busca a destruição total do outro.
A escalada econômica foi notada após uma operação de quarenta dias liderada pelo presidente Volodymyr Zelenskyj, que intensificou ataques a refinarias e portos russos. Em resposta, Moscou reforçou seus ataques a centros de varejo e logística ucranianos, como Epicentr e Silpo, limitando a navegação no Mar Negro.
Especialistas apontam que os ataques à infraestrutura vital, como os de Kiev, que representa cerca de 20% do PIB ucraniano, podem gerar graves problemas sociais e econômicos. Mick Ryan, general aposentado da força militar australiana, compara a estratégia russa a um plano de pressão em todas as frentes.
A possibilidade de uma nova mobilização russa permanece em debate, dado o esforço do presidente Vladimir Putin em evitar um novo levante massivo. Contudo, a estagnação no campo de batalha força Moscou a considerar novos recursos humanos.


