Mães de cidadãos do Zimbábue, Botswana e África do Sul pedem o retorno de filhos e maridos que foram atraídos para lutar na guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo relatos, muitos foram enganados por recrutadores, e as autoridades alertam que esses indivíduos continuam ativos.
Em Beitbridge, Zimbábue, uma mãe passou o dia rezando pelo retorno do filho, que morreu na Rússia após lutar no conflito. O jovem partiu em abril, acompanhado de um primo, e sua mãe só soube da situação quando um parente percebeu uma mudança no perfil de comunicação do rapaz.
Em julho, um contato russo informou à família que o homem havia ficado ferido em um ataque de drones. Posteriormente, a mensagem mudou, dizendo que o jovem havia falecido. A mãe solicitou ajuda ao governo, e o Ministério das Relações Exteriores do Zimbábue encaminhou o pedido de repatriação à embaixada russa.
O governo zimbabuano informou, em março, que mais de sessenta pessoas continuavam na linha de frente, enquanto em abril, o país anunciou quinze mortes em campos de batalha estrangeiros. Outros relatos indicam que, na África do Sul, pelo menos dois cidadãos morreram lutando na Rússia, e quinze foram repatriados no mesmo mês.
Análises de grupos de monitoramento apontam que Moscou recrutou mais de mil e quatrocentos africanos entre janeiro de dois mil vinte e três e setembro de dois mil vinte e cinco. Em Botswana, uma mãe relata que seu filho de vinte anos foi atraído para a guerra sob o pretexto de um curso de desenvolvimento pessoal, envolvendo uma figura política.

